6. Sensopercepção

6.1 Alterações Quantitativas

Hiperestesias

  • Aumento da sensibilidade perceptiva

Hipoestesias

  • Diminuição da sensibilidade

Anestesias

  • Ausência de sensibilidade

6.2 Ilusões

Percepção deformada de objeto real e presente

Ocorrem em três condições: 1. Rebaixamento do nível de consciência 2. Fadiga grave ou falta de atenção 3. Estados afetivos intensos (ilusões catatímicas)

6.3 Alucinações

Percepção sem objeto presente, sem estímulo sensorial

Alucinações Auditivas

  • Vozes: mais comuns em quadros mentais
  • Audioverbais: escuta vozes sem estímulo real
  • Vozes de comando: ordenam ações
  • Vozes que comentam: comentam atividades
  • Dialogantes: duas ou mais vozes conversando
  • Sons, ruídos, músicas

Fenômenos relacionados (esquizofrenia): - Sonorização do pensamento: escuta próprios pensamentos - Sonorização como vivência delirante: escuta pensamentos introduzidos por outros - Difusão do pensamento: sensação de que outros ouvem seus pensamentos - Eco do pensamento: pensamentos ecoam

Alucinações Visuais

  • Figuras, cenas, vultos: mais comuns em quadros neurológicos
  • Micropsias: objetos parecem menores
  • Macropsias: objetos parecem maiores
  • Especificar: clareza, cor, movimento, localização

Alucinações Táteis

  • Sensações na pele
  • Formicação: sensação de insetos na pele
  • Comum em: esquizofrenia, delirium tremens, uso de cocaína

Alucinações Olfativas

  • Percepção de odores inexistentes

Alucinações Gustativas

  • Percepção de sabores inexistentes

Alucinações Cenestésicas

  • Sensações viscerais bizarras: cérebro encolhendo, órgãos apodrecendo

Alucinações Cinestésicas

  • Sensações de movimento do corpo: corpo afundando, flutuando

Alucinações Hipnagógicas/Hipnopômpicas

  • Ao adormecer ou despertar (podem ser normais)

Alucinoses

  • Paciente reconhece caráter patológico da alucinação
  • Critica imediatamente
  • Mais frequente em quadros psicoorgânicos
NotaPseudoalucinação: um termo a usar com cautela

Pseudoalucinação é um dos termos mais confusos da psicopatologia. Sims o chama de “um dos fenômenos menos compreendidos” e registra que seu uso “se perdeu”, sendo empregado em dois sentidos contraditórios — ora como percepção vívida em um “espaço subjetivo interno” (Jaspers/Kandinsky), ora como alucinação reconhecida pelo paciente como irreal, isto é, com insight (Hare) (Oyebode, 2018). Na prática, o ponto relevante é o diagnóstico diferencial: nem toda experiência semelhante a uma percepção é uma alucinação patológica. Ver Discrepâncias · D5.

Perguntas para investigação: - Tem observado coisas que não consegue explicar? - Ouve vozes de pessoas estranhas? - Ouve vozes sem saber de onde vem? - Vêm de dentro da cabeça ou de fora? - O que dizem essas vozes? - Tem visões? De dia ou à noite? - Apenas quando está acordando ou adormecendo?