O Experimento da Prisão de Stanford (1971)
Em agosto de 1971, Philip Zimbardo, psicólogo da Universidade de Stanford, conduziu um experimento que visava estudar os efeitos da situação prisional sobre o comportamento humano. Vinte e quatro estudantes foram divididos aleatoriamente entre os papéis de “guardas” e “prisioneiros”. A prisão simulada foi construída no porão do Departamento de Psicologia da universidade (Haney; Banks; Zimbardo, 1973).
A simulação rapidamente saiu de controle. Os “guardas” começaram a demonstrar comportamentos autoritários, humilhantes e sádicos. Os “prisioneiros” desenvolveram sintomas psicológicos como ansiedade, depressão e apatia. Um participante teve colapso nervoso no segundo dia. Zimbardo, que também atuava como “diretor da prisão”, demorou a intervir.
Previsto para durar duas semanas, o experimento foi interrompido no sexto dia, após a intervenção de Christina Maslach, psicóloga (e então namorada de Zimbardo) que criticou o impacto ético da experiência (Zimbardo, 2007). O estudo tornou-se um símbolo do poder das estruturas sociais sobre o comportamento, mas também um exemplo de falha ética na supervisão e proteção dos participantes.
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