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Experimentos Médicos Nazistas em Campos de Concentração (1942–1945)

Durante o Terceiro Reich, médicos nazistas transformaram campos de concentração em laboratórios humanos de horror. Em nome da pseudociência e do eugenismo, realizaram experimentos letais em judeus, ciganos, homossexuais, deficientes e prisioneiros de guerra. Entre os mais notórios, estavam Josef Mengele (Auschwitz), Sigmund Rascher (Dachau) e Carl Clauberg (Ravensbrück). Dentre os experimentos conduzidos, destacam-se os Testes de hipotermia: prisioneiros eram mergulhados em tanques com água gelada ou deixados nus no frio até perderem a consciência ou morrerem. O objetivo era estudar os efeitos do frio extremo e testar métodos de reanimação para pilotos da Luftwaffe; Esterilizações em massa: buscava-se encontrar técnicas rápidas para esterilizar populações “indesejadas”. Procedimentos incluíam exposição aos raios-X e injeções químicas nos órgãos reprodutivos; Infecções deliberadas: milhares foram deliberadamente infectados com malária, tifo, tuberculose e hepatite, sem qualquer tratamento, apenas para observação dos efeitos; Cirurgias e mutilações: muitas vezes sem anestesia, prisioneiros eram submetidos a transplantes, amputações e outras cirurgias experimentais (Annas; Grodin, 1992; Lifton, 1986).

Esses crimes contra a humanidade vieram à tona durante os Julgamentos de Nuremberg. Como resposta, foi criado o Código de Nuremberg (1947), que estabeleceu dez princípios fundamentais para a ética em pesquisa, com destaque para o consentimento voluntário.

Figura 6.1: Réus no banco dos Julgamentos de Nuremberg (1945–46). A resposta jurídica aos crimes médicos nazistas deu origem ao Código de Nuremberg. Fonte: Office of the U.S. Chief of Counsel — Governo dos EUA, domínio público.
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