Terapêutica Clínica - Módulo Saúde Mental
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  1. Caso 2 — Depressão bipolar
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  • Caso 1 — Mania aguda com sintomas psicóticos
  • Caso 2 — Depressão bipolar
  • Caso 3 — Manutenção e adesão

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  • Reflexão
  • Roteiro de estudo

Caso 2 — Depressão bipolar

A queda depois do voo · Lucas, três meses depois

DEPRESSÃO BIPOLAR

A crise maníaca de Lucas foi controlada e ele teve alta em uso de medicação. Três meses depois, volta ao ambulatório — agora do polo oposto. Está profundamente deprimido: sem energia, dormindo demais, sem prazer em nada, com lentidão e sentimentos de culpa por “tudo o que fez” durante a mania. Pergunta se não dá para “tomar aquele remédio de depressão que todo mundo toma”.

Reflexão

O paciente com transtorno bipolar não pode ser tratado “como uma depressão comum”. É preciso cuidado com pedido de Lucas — “me dá um antidepressivo”. O tratamento da depressão bipolar é diferente do da depressão unipolar da Aula 2, e prescrever um ISRS isolado a um paciente bipolar pode desencadear uma virada (switch) para a mania ou acelerar a ciclagem. Este caso mostra que o mesmo sintoma (humor deprimido) pede tratamentos diferentes conforme o diagnóstico de base.

Roteiro de estudo

  1. Clinicamente, a depressão bipolar e a depressão unipolar podem parecer idênticas. Que pistas na história ajudam a suspeitar que uma depressão é, na verdade, bipolar?
  2. Por que dar um ISRS isolado a Lucas agora pode ser uma má ideia? Explique os conceitos de virada maníaca (switch) e de aceleração de ciclagem.
  3. Quais são as opções de primeira linha para a depressão bipolar segundo as diretrizes (p. ex. CANMAT/ISBD)? (Pesquise: quetiapina, lurasidona, lítio, lamotrigina — note que vários não são antidepressivos no sentido clássico.)
  4. A lamotrigina tem um papel particular na depressão/manutenção bipolar. Qual? E por que ela precisa ser titulada lentamente?
  5. Se, ainda assim, um antidepressivo for usado na depressão bipolar, que precaução é regra?
  6. Lucas expressa culpa intensa pelo que fez na mania. Além da farmacologia, que abordagem de psicoeducação ajudaria a família e o paciente a entender a doença como cíclica e tratável, reduzindo a culpa?
Caso 1 — Mania aguda com sintomas psicóticos
Caso 3 — Manutenção e adesão

Dr. Henrique Alvarenga da Silva · Médico Psiquiatra · CRM-MG 31.778 · RQE 8381
henriquealvarenga.com

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CC BY-NC-SA 4.0 · Conteúdo educacional, não constitui orientação de prescrição.