Terapêutica Clínica - Módulo Saúde Mental
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  1. Caso 3 — Esquizofrenia resistente e clozapina
  • Aula extra — Antipsicóticos
  • Caso 1 — Primeiro episódio psicótico
  • Caso 2 — Efeitos adversos e adesão
  • Caso 3 — Esquizofrenia resistente e clozapina

Nesta página

  • Reflexão
  • Roteiro de estudo

Caso 3 — Esquizofrenia resistente e clozapina

Quando nada funciona · Daniel, dois anos depois

ESQUIZOFRENIA RESISTENTE · CLOZAPINA

Apesar dos esforços, o caso de Daniel evoluiu de forma difícil. Ao longo de dois anos, ele fez uso adequado — em dose e tempo suficientes, com adesão verificada — de dois antipsicóticos diferentes, sem resposta satisfatória: os delírios persistem, as vozes continuam, ele teve novas internações. A equipe levanta a possibilidade de iniciar clozapina.

Reflexão

Cerca de um terço dos pacientes com esquizofrenia não responde adequadamente aos antipsicóticos comuns — é a esquizofrenia resistente ao tratamento. Para esse grupo, a clozapina é, há décadas, comprovadamente o medicamento mais eficaz. Ela é tão claramente superior que as diretrizes recomendam não demorar a usá-la — mas é também tão potencialmente perigosa (pode causar uma queda grave dos glóbulos brancos de defesa) que seu uso exige um protocolo rígido de exames de sangue regulares. A clozapina é o exemplo máximo da equação risco × benefício.

Por que a clozapina é especial — e exigente

A clozapina é o único antipsicótico com eficácia comprovada superior na esquizofrenia resistente. Mas pode causar agranulocitose — uma queda dos neutrófilos, células de defesa contra infecções, em uma pequena fração dos pacientes. Por isso seu uso é condicionado a monitorização hematológica regular (hemogramas frequentes), num esquema obrigatório.

Roteiro de estudo

  1. Como se define esquizofrenia resistente ao tratamento? (Atenção aos três elementos: número de antipsicóticos diferentes, e a exigência de dose adequada, tempo adequado e adesão comprovada.) Por que cada um desses elementos importa antes de rotular um caso como “resistente”?
  2. Por que verificar a adesão é um passo essencial antes de declarar resistência? Qual recurso ajuda a ter certeza de que o paciente realmente recebeu o medicamento?
  3. A clozapina é considerada o tratamento de escolha na resistência. O que a torna superior aos demais? Por que, apesar disso, ela não é usada como primeira opção em todos os pacientes?
  4. Explique o que é a agranulocitose e por que ela justifica um protocolo de hemogramas regulares. O que esse protocolo permite fazer (detecção precoce) que reduz o risco?
  5. Além da agranulocitose, cite outros efeitos adversos relevantes da clozapina (metabólicos, sedação, sialorreia, risco cardíaco).
  6. As diretrizes mais recentes recomendam não adiar a clozapina quando há resistência (após falha de dois antipsicóticos por tempo adequado). Que prejuízo o adiamento causa ao paciente? Por que, na prática, ela costuma ser subutilizada apesar de tão eficaz?
  7. A clozapina tem ainda uma indicação especial relacionada ao risco de suicídio na esquizofrenia. Qual é? O que isso acrescenta ao seu lugar no arsenal terapêutico?
Caso 2 — Efeitos adversos e adesão

Dr. Henrique Alvarenga da Silva · Médico Psiquiatra · CRM-MG 31.778 · RQE 8381
henriquealvarenga.com

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