Terapêutica Clínica - Módulo Saúde Mental
  • Início
  • Aulas
    • Aula 1 — Benzodiazepínicos
    • Aula 2 — ISRS
    • Aula 3 — Medicalização excessiva

    • Aulas extras
    • Extra — Transtorno bipolar
    • Extra — Antipsicóticos
  • Como estudar
  • Apêndice
  • Créditos
  • Professores
    • Área dos professores
    • Como editar o material
  1. Caso 2.2 — Ansiedade generalizada
  • Aula 2 — ISRS
  • Caso 2.1 — Depressão maior
  • Caso 2.2 — Ansiedade generalizada
  • Caso 2.3 — Transtorno obsessivo-compulsivo

Nesta página

  • Reflexão
  • Roteiro de estudo

Caso 2.2 — Ansiedade generalizada

A preocupação que não desliga · Dona Cleusa, 49 anos

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

Dona Cleusa procura a UBS com queixas físicas: tensão no pescoço, dor de cabeça, “intestino preso”, cansaço, dificuldade para dormir. Ao conversar, descreve que “se preocupa com tudo” há anos — com os filhos, com dinheiro, com a saúde, mesmo quando “está tudo bem”. A preocupação é difícil de controlar, está sempre presente, e ela se sente no limite, irritável. Já foi a vários médicos por causa dos sintomas físicos, sempre com exames normais.

Reflexão

Dona Cleusa tem uma ansiedade crônica, contínua, de fundo — o oposto da crise aguda da Marina da aula 1. Nesse caso o ISRS (lento, mas seguro a longo prazo) é a escolha, e o benzodiazepínico (rápido, mas com risco de dependência) é justamente o que não se quer usar de forma contínua.

Roteiro de estudo

  1. Quais os critérios do DSM-5 e da CID-11 para do transtorno de ansiedade generalizada (TAG)? Quanto tempo de sintomas é necessário? Como ele se diferencia da preocupação “normal” do dia a dia?
  2. Por que tantos pacientes com TAG chegam primeiro com queixas físicas? Que armadilha diagnóstica isso cria na atenção primária?
  3. Para a ansiedade crônica de Dona Cleusa, por que um ISRS é preferível a um benzodiazepínico de uso contínuo, apesar de o BZD aliviar a ansiedade muito mais rápido? Construa a comparação ponto a ponto (início de ação, risco de dependência, tolerância, segurança a longo prazo).
  4. Há situações em que se usa um BZD por um período curto no começo do tratamento de um transtorno de ansiedade, enquanto se espera o ISRS agir? Qual seria a lógica e o risco dessa “ponte”?
  5. Que tratamentos(s) não medicamentoso(s) tem eficácia comparável ou complementar à dos ISRS na ansiedade?
Caso 2.1 — Depressão maior
Caso 2.3 — Transtorno obsessivo-compulsivo

Dr. Henrique Alvarenga da Silva · Médico Psiquiatra · CRM-MG 31.778 · RQE 8381
henriquealvarenga.com

Créditos · Como citar · GitHub

CC BY-NC-SA 4.0 · Conteúdo educacional, não constitui orientação de prescrição.