Abrindo o Terminal

Módulo 1 · Terminal

Tendo entendido o que é terminal e o que é shell, hora de abrir um. Vou mostrar como fazer no Mac e no Windows, e — depois — desenvolver o que aquele texto que aparece na tela significa.

No Mac

Existem três caminhos para abrir o Terminal:

  1. Spotlight: pressione Cmd + Espaço, digite “Terminal” e pressione Enter. É o mais rápido e o que vai usar com mais frequência.
  2. Finder: vá em Aplicativos → Utilitários → Terminal.
  3. Launchpad: abra o Launchpad e procure por Terminal na pasta “Outros”.

Ao abrir, você verá uma janela com um prompt parecido com:

seu-usuario@seu-mac ~ %

Esse prompt indica que o terminal está pronto para receber comandos. A próxima seção explica o que cada parte significa.

Janela do aplicativo Terminal no macOS mostrando o prompt do shell zsh.

Terminal padrão do macOS, instalado por padrão em Aplicativos → Utilitários.

Alternativa: iTerm2. Além do Terminal padrão, vale conhecer o iTerm2 (Nachman, 2024), um emulador de terminal gratuito e mais completo, popular entre desenvolvedores no Mac. Oferece recursos que o Terminal padrão não tem: abas e painéis divididos lado a lado, busca dentro do histórico, autocompletar inteligente, paleta de comandos, e temas customizáveis. Para o curso, qualquer um dos dois funciona — se você for usar terminal de forma intensa, vale a instalação. Disponível em iterm2.com.

Janela do iTerm2 no macOS mostrando interface com tema customizado.

iTerm2: emulador de terminal alternativo para Mac, com mais recursos que o Terminal padrão (abas, painéis divididos, busca, temas).

No Windows

O Windows oferece diferentes opções, com perfis distintos:

Prompt de Comando (cmd). O interpretador clássico, herança do MS-DOS. Para abrir:

  1. Pressione Win + R, digite cmd e pressione Enter.
  2. Ou pesquise “Prompt de Comando” no menu Iniciar.

PowerShell. Shell moderno da Microsoft, com sintaxe própria mais poderosa (orientada a objetos). Para abrir:

  1. Clique com o botão direito no menu Iniciar e selecione “Windows PowerShell”.
  2. Ou pesquise “PowerShell” no menu Iniciar.

Windows Terminal (recomendado). Aplicativo moderno que unifica cmd, PowerShell e Git Bash em uma única interface com abas, atalhos de teclado e suporte adequado a caracteres especiais (incluindo acentuação). É o caminho recomendado pela Microsoft hoje. Pode ser instalado gratuitamente pela Microsoft Store, ou já vem pré-instalado em versões recentes do Windows 11.

Git Bash. Quando você instala o Git para Windows, ele inclui o Git Bash — um emulador de terminal que permite usar comandos no estilo Unix/Mac dentro do Windows. Especialmente útil para seguir tutoriais que assumem bash/zsh, sem precisar traduzir cada comando. Se você instalou o Git seguindo o capítulo de instalação (M0-B1-06), já tem o Git Bash disponível.

No Linux

Em qualquer distribuição Linux, o atalho de teclado padrão Ctrl + Alt + T abre o emulador de terminal. O nome do aplicativo varia (GNOME Terminal, Konsole, xfce4-terminal, etc.), mas o comportamento é praticamente idêntico ao do Terminal do Mac — comandos, sintaxe e estrutura do prompt seguem o mesmo padrão.

Anatomia do prompt

Aquele texto que aparece antes do cursor não é decoração — cada parte tem significado. No Mac/Linux, o padrão típico é:

henrique@MacBook-Pro ~ %
Parte O que significa
henrique Nome de usuário ativo no sistema
@MacBook-Pro Nome da máquina (relevante quando você loga em um servidor remoto)
~ Diretório atual — o ~ é abreviação para a pasta home do usuário (/Users/henrique no Mac)
% Indica que o prompt é zsh (no bash seria $)

Quando você digitar cd Documents e pressionar Enter, o ~ vai virar ~/Documents, ou seja, o prompt mostra onde você está a cada momento. Esse é o primeiro hábito útil do terminal: olhar o prompt antes de rodar comandos. Não é frescura — é o que evita rodar rm na pasta errada.

DicaPersonalizar o prompt

O prompt é configurável (variável PS1 no bash, PROMPT no zsh) e pode mostrar branch atual do Git, hora, tempo de execução do último comando, e quase qualquer coisa que você queira. Frameworks populares como oh-my-zsh (ohmyz.sh) e Starship (starship.rs) automatizam esse tipo de customização. Não é necessário para o curso, mas se você se incomodou com o visual do terminal, vale conhecer.

O que vem a seguir

Com o terminal aberto e o prompt entendido, o próximo passo é entender a estrutura genérica de um comandocomando [opções] [argumentos] — para que, daqui em diante, qualquer comando novo que você ver siga uma gramática reconhecível.

04 · Anatomia de um comando

Referências

NACHMAN, George. iTerm2: macOS Terminal Replacement., 2024. Disponível em: https://iterm2.com/.