Tabela dos psicofármacos

Tratamentos
Exercício
Quarenta e três psicofármacos de uso comum no Brasil: complete, em grupo, o mecanismo de ação, a meia-vida, as doses, as indicações e os efeitos colaterais de cada um.
NotaFicha da atividade
  • Formato: exercício de pesquisa e preenchimento de tabela
  • Modalidade: em grupos, com a tabela dividida entre eles
  • Materiais: a planilha compartilhada da turma, o Compêndio de Kaplan & Sadock e o aplicativo NbN3
DicaObjetivos de aprendizagem
  • Construir um repertório dos psicofármacos mais prescritos no Brasil, com nome genérico e nome comercial
  • Relacionar cada fármaco ao seu mecanismo de ação, meia-vida, doses usuais, indicações e efeitos colaterais
  • Perceber, na prática, os limites da classificação tradicional por indicação

Todo médico, de qualquer especialidade, prescreve psicofármacos, e boa parte das receitas de antidepressivos e ansiolíticos sai de fora da psiquiatria. Esta atividade monta, com a turma inteira, uma tabela de consulta com os 43 psicofármacos abaixo.

Como funciona

  1. A turma divide a tabela entre os grupos, por exemplo um grupo por classe de medicamento.
  2. Para cada fármaco, o grupo pesquisa e preenche cinco colunas: mecanismo de ação, meia-vida, doses terapêuticas usuais, indicações terapêuticas e efeitos colaterais mais comuns.
  3. O preenchimento é feito na planilha compartilhada da turma: Tabela dos psicofármacos (Google Planilhas).
  4. Em sala, cada grupo apresenta sua parte. Ao final, comparem a classe tradicional de cada fármaco com a classificação pela nomenclatura baseada em neurociência (NbN), que você explorou no exercício com o aplicativo NbN3.

Questões

Ao terminar a tabela, discutam:

  1. Quantos fármacos da tabela têm indicações aprovadas fora da classe que dá nome a eles? Dê três exemplos.
  2. Que efeitos colaterais se repetem dentro de cada classe, e o que isso diz sobre o mecanismo de ação?
  3. Que informação da tabela você usaria para responder ao paciente que diz “não sou louco, doutor”? Volte à atividade “Mas eu não sou louco, doutor!”.

Os psicofármacos da tabela

Antidepressivos

Classe (nomenclatura antiga) Princípio ativo Medicamento de referência
Tricíclicos Imipramina Tofranil
Tricíclicos Amitriptilina Amytril
Tricíclicos Nortriptilina Pamelor
Tricíclicos Clomipramina Anafranil / Anafranil SR
ISRS Fluoxetina Prozac
ISRS Sertralina Zoloft
ISRS Paroxetina Paxil CR
ISRS Citalopram Cipramil
ISRS Escitalopram Lexapro
ISRS Fluvoxamina Luvox
— Trazodona Donaren / Inseris XR
— Bupropiona Wellbutrin XL
— Mirtazapina Remeron Soltab
— Duloxetina Cymbalta
— Desvenlafaxina Pristiq, Elifore
— Venlafaxina Efexor XR

Antipsicóticos

Classe (nomenclatura antiga) Princípio ativo Medicamento de referência
— Haloperidol Haldol
— Clorpromazina Amplictil
— Levomepromazina Neozine
— Zuclopentixol Clopixol
— Risperidona Risperdal
— Olanzapina Zyprexa
— Quetiapina Seroquel
— Ziprazidona Geodon
— Aripiprazol Abilify
— Brexipiprazol Rexulti

Ansiolíticos

Classe (nomenclatura antiga) Princípio ativo Medicamento de referência
Benzodiazepínico Diazepam Valium
Benzodiazepínico Bromazepam Lexotan
Benzodiazepínico Clonazepam Rivotril
Benzodiazepínico Alprazolam Frontal
Benzodiazepínico Lorazepam Lorax
Benzodiazepínico Estazolam Noctal

Hipnóticos

Classe (nomenclatura antiga) Princípio ativo Medicamento de referência
Drogas Z Zolpidem Stilnox
Drogas Z Zopiclona Imovane
Drogas Z Eszopiclona Prysma
Drogas Z Zaleplona Sonata

Estabilizadores do humor

Classe (nomenclatura antiga) Princípio ativo Medicamento de referência
— Lamotrigina Lamictal
— Carbonato de Lítio Carbolitium
— Divalproato de Sódio Depakote ER
— Carbamazepina Tegretol
— Oxcarbazepina Trileptal

Estimulantes

Classe (nomenclatura antiga) Princípio ativo Medicamento de referência
— Metilfenidato Ritalina
— Lisdexanfetamina Venvanse

Materiais de apoio

Leituras sugeridas

  • 1, cap. 29: Tratamento psicofarmacológico
  • 2
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Referências

1.
Sadock, B. J., Sadock, V. A. & Ruiz, P. Compêndio de Psiquiatria: Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. (Artmed, Porto Alegre, 2017).
2.
Uchida, H., Yamawaki, S., Bahk, W.-M. & Jon, D.-I. Neuroscience-based Nomenclature (NbN) for Clinical Psychopharmacology and Neuroscience. Clinical Psychopharmacology and Neuroscience 14, 115–116 (2016).