Maconha e benzodiazepínicos para ansiedade e depressão?

Substâncias
Discussão
O que você pensa do uso de benzodiazepínicos e de cannabis no tratamento da ansiedade? Uma discussão sobre evidências, riscos e demandas dos pacientes.
NotaFicha da atividade
  • Formato: discussão em grupo
  • Modalidade: turma toda ou em grupos
DicaObjetivos de aprendizagem
  • Discutir criticamente o uso de benzodiazepínicos no tratamento da ansiedade: eficácia de curto prazo versus tolerância e dependência
  • Analisar a demanda crescente pelo uso de cannabis para depressão e ansiedade à luz das evidências disponíveis
  • Treinar a resposta clínica a pacientes que pedem (ou já usam) essas substâncias como tratamento

Duas substâncias, dois dilemas frequentes no consultório: o benzodiazepínico que o paciente não quer largar — como no caso Antônio — e a maconha que o paciente jura que é o único remédio que funciona para sua ansiedade. Entre a evidência científica, a experiência subjetiva de alívio e o risco de dependência, como o médico deve se posicionar?

Como funciona

  1. Explore os vídeos e filmes sugeridos — eles ampliam a discussão da substância para o fenômeno da adição como um todo.
  2. Em sala, discutam a questão central, com atenção às situações clínicas concretas: o que dizer ao paciente que pede cannabis para a ansiedade? E ao que não aceita desmamar o benzodiazepínico?

Questões

  1. O que você pensa sobre o uso de benzodiazepínicos e de maconha para o tratamento da ansiedade?
AvisoQuestionário em construção

As questões desta atividade no Google Forms ainda estão em construção.

Materiais de apoio

Vídeos sugeridos

  • Everything you think you know about addiction is wrong — Johann Hari, TED. O que realmente causa a adição — da cocaína aos smartphones? Hari percorre o mundo atrás de respostas e encontra formas surpreendentes (e esperançosas) de pensar um problema antigo.
  • Lessons a drug addict can teach you — Lauren Windle, TED. Lauren usou cocaína pela primeira vez aos 18 anos; quatro anos após ficar limpa, conta sua história de adição, recuperação e liberdade através dos 12 passos.

Filmes sugeridos

  • Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída (1981) (Wikipedia) — filme alemão que retrata a vida de uma garota de 13 anos viciada em heroína na Berlim Ocidental dos anos 1970. Baseado no livro de não ficção Wir Kinder vom Bahnhof Zoo (1978), transcrito e editado a partir de gravações de Kai Hermann e Horst Rieck.
  • Traffic (2000) (Wikipedia) — vencedor de 4 Oscars, desenha a rede do tráfico em diferentes escalas: um juiz designado para combater as drogas descobre que a filha é usuária; um policial se vê cercado por agentes corruptos; e a esposa de um grande empresário das drogas assume o controle quando ele é preso.
  • Beautiful Boy (2018) (Wikipedia) — baseado nos livros Beautiful Boy: A Father’s Journey Through His Son’s Addiction, de David Sheff, e Tweak: Growing Up on Methamphetamines, de Nic Sheff.
  • Thirteen / Aos Treze (2003) (Wikipedia) — drama semiautobiográfico baseado na adolescência da corroteirista Nikki Reed: Tracy, uma aluna brilhante, conhece o submundo das drogas, do sexo e da criminalidade.
  • The Panic in Needle Park / Os Viciados (1971) (Wikipedia) — Al Pacino num dos seus primeiros trabalhos, como um jovem viciado em heroína no “Needle Park” de Nova York, num relacionamento que despenca rumo ao desastre.

Leituras sugeridas

  • 1, cap. 20: Transtornos relacionados a substâncias e transtornos aditivos
  • 2, cap. 23: Substance Related and Addictive Disorders (p. 735–806)
De volta ao topo

Referências

1.
Sadock, B. J., Sadock, V. A. & Ruiz, P. Compêndio de Psiquiatria: Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. (Artmed, Porto Alegre, 2017).
2.
The American Psychiatric Publishing Textbook of Psychiatry. (American Psychiatric Publishing, Washington, DC, 2014).