Exercício: TDAH

TDAH
Questionário
Onze questões de autoavaliação sobre o TDAH: sintomas, mudanças do DSM-5, prevalência, evolução na vida adulta e tratamento.
NotaFicha da atividade
  • Formato: questionário de autoavaliação (11 questões de múltipla escolha, com correção imediata)
  • Modalidade: individual
  • Materiais: celular ou computador
DicaObjetivos de aprendizagem
  • Conhecer os sintomas centrais do TDAH e o critério de idade de início no DSM-5
  • Discutir como mudanças de critério alteram a prevalência
  • Conhecer a evolução dos sintomas na vida adulta e o mecanismo dos estimulantes
  • Diferenciar TDAH de outras causas de desatenção

O TDAH é um dos diagnósticos mais debatidos da psiquiatria, tanto pelo risco de excesso de diagnóstico quanto pelo uso de estimulantes. Estas questões revisam o básico; o debate sobre o uso de estimulantes por quem não tem TDAH fica para o júri simulado sobre melhoramento cognitivo.

Como funciona

  1. Responda às questões abaixo, marcando a alternativa que considerar correta.
  2. Clique em Corrigir no fim da página: você vê sua nota, cada questão é marcada como certa ou errada e a resposta comentada se abre logo abaixo dela.
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Questões

1. O Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um diagnóstico com inúmeras críticas, devido tanto ao excesso de diagnósticos como também devido ao tratamento ser realizado com anfetaminas. Assinale a alternativa abaixo que lista corretamente os sintomas fundamentais do TDAH

  1. Dificuldade de atenção, impulsividade e hiperatividade
  2. Dificuldade de atenção, negativismo e hiperatividade
  3. Dificuldade de relacionamento interpessoal, impulsividade e hiperatividade
  4. Dificuldade de atenção, impulsividade e agressividade

a. A tríade do TDAH é desatenção, impulsividade e hiperatividade. Negativismo e agressividade sugerem transtorno de oposição desafiante ou de conduta, que podem coexistir com o TDAH, mas não o definem.

2. Os critérios do DSM-IV exigiam que os sintomas do TDAH estivessem presentes antes dos 7 anos de idade. O DSM-5 mudou esse critério e entende-se agora que os sintomas precisam estar presentes antes dos

  1. 3 anos de idade
  2. 5 anos de idade
  3. 10 anos de idade
  4. 12 anos de idade

d. O DSM-5 passou a exigir que vários sintomas estivessem presentes antes dos 12 anos (no DSM-IV, antes dos 7)1,2.

3. A mudança do critério do início dos sintomas do DSM-IV e DSM-5 faz com que as pesquisas que passarem a usar os critérios novos encontrem uma prevalência do TDAH

  1. maior que antes
  2. igual
  3. menor que antes

a. Ampliar a idade de início permite incluir mais pessoas, o que tende a aumentar a prevalência encontrada nas pesquisas.

4. Apesar dos problemas com as mudanças de critérios diagnósticos, estima-se que a prevalência estimada do TDAH em crianças na idade escolar esteja entre

  1. 1% a 2%
  2. 3% a 10%
  3. 15% a 25%
  4. 30% a 50%

b. Em crianças em idade escolar, a prevalência é estimada entre 3% e 10% conforme o estudo; as metanálises mundiais apontam cerca de 5%.

5. Em relação aos sexos, a prevalência do TDAH em homens e mulheres é

  1. maior homens
  2. maior mulheres
  3. semelhante em ambos os sexos

a. O TDAH é diagnosticado mais em meninos, numa proporção de cerca de 2 para 1 a 4 para 1 em amostras clínicas. Em meninas predomina a apresentação desatenta, menos visível e mais subdiagnosticada.

6. Sobre a evolução dos sintomas do TDAH com o passar dos anos é correto afirmar que, dentre a tríade de sintomas do TDAH, o que mais persiste na vida adulta é a

  1. dificuldade de atenção
  2. impulsividade
  3. hiperatividade

a. Com a idade, a hiperatividade motora costuma diminuir. A desatenção é o sintoma que mais persiste na vida adulta.

7. Sobre a evolução dos sintomas do TDAH com o passar dos anos é correto afirmar que o percentual de pacientes que não tem mais sintomas na vida adulta é de aproximadamente

  1. 0.5%
  2. 30%
  3. 90%

b. Os estudos de seguimento variam muito, mas, aproximadamente, um terço deixa de ter sintomas significativos na vida adulta, enquanto a maioria mantém sintomas residuais ou o quadro completo.

8. O tratamento do TDAH envolve tanto medidas comportamentais, psicoeducação, mudanças no ambientes, medicações e várias outras medidas. Estima-se que o percentual de crianças com TDAH que são tratadas SEM USO medicação seja de aproximadamente

  1. 1%
  2. 5%
  3. 30%
  4. 70%

c. Em levantamentos populacionais, cerca de um terço das crianças com TDAH não usa medicação, sendo tratadas apenas com medidas comportamentais, psicoeducação e ajustes escolares.

9. Um jovem de 18 anos comparece à consulta com queixas de dificuldade de atenção, ansiedade, inquietação. Relata estar preocupado com a possibilidade de ter TDAH, pois ouviu falar desse problema numa reportagem na TV. Durante a entrevista, conta que esses sintomas estão incomodando ele cerca de 2 ou 3 anos e que vem notando uma piora gradual na sua performance acadêmica. Dentre os diagnósticos abaixo, o mais provável para esse paciente é

  1. TDAH
  2. Ansiedade
  3. Esquizofrenia
  4. Anorexia Nervosa

b. Sintomas que começaram há 2 ou 3 anos, aos 15 ou 16, não preenchem o critério de início antes dos 12 anos. Dificuldade de atenção, ansiedade e inquietação de início recente sugerem um transtorno de ansiedade. Desatenção é sintoma inespecífico, presente em ansiedade, depressão e uso de substâncias.

10. Os medicamentos para tratamento do TDAH (Metilfenidato e Lisdexanfetamina) atuam favorecendo, principalmente, o aumento na fenda sináptica de

  1. dopamina e noradrenalina
  2. dopamina e serotonina
  3. glutamato e serotonina
  4. dopamina e acetilcolina

a. Metilfenidato e lisdexanfetamina aumentam a disponibilidade de dopamina e noradrenalina na fenda sináptica, sobretudo no córtex pré-frontal.

11. Um jovem de 18 anos comparece à consulta com queixas de dificuldade de atenção, dificuldade de concentração e inquietação. Refere ter essa inquietação e problemas escolares desde antes dos 7 anos de idade, mas conseguia passar de ano com dificuldade, com ajuda de professores particulares. Entretanto, agora na faculdade, devido às maiores demandas de estudo, sua performance acadêmica está bastante prejudicada, pois não tem conseguido ter atenção suficiente para estudar. Ficou definido de comum acordo entre o paciente e o médico que o tratamento farmacológico faria parte do plano terapêutico. Levando em consideração o exposto, assinale, dentre as opções abaixo, o tratamento farmacológico mais indicado para esse paciente.

  1. Metilfenidato
  2. Clonazepam
  3. Haloperidol
  4. Amitriptilina

a. Sintomas desde antes dos 7 anos, com prejuízo que aumentou com as exigências da faculdade: quadro compatível com TDAH. O metilfenidato é tratamento de primeira linha. Clonazepam, haloperidol e amitriptilina não tratam TDAH.

Respostas comentadas redigidas com apoio de IA a partir da literatura de referência — revisão do professor recomendada.

Materiais de apoio

Leituras sugeridas

  • 3, cap. 31.6: Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade
  • 4, cap. 8: Neurodevelopmental Disorders — Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (p. 249–254)
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Referências

1.
American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. (Artmed, Porto Alegre, 2014).
2.
American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: DSM-IV. (American Psychiatric Association, Washington, DC, 1994).
3.
Sadock, B. J., Sadock, V. A. & Ruiz, P. Compêndio de Psiquiatria: Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. (Artmed, Porto Alegre, 2017).
4.
The American Psychiatric Publishing Textbook of Psychiatry. (American Psychiatric Publishing, Washington, DC, 2014).