Atividade
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A tarefa
Escreva um texto dissertativo de 400 a 700 palavras refletindo criticamente sobre a medicalização excessiva da vida cotidiana. Não se trata de defender ou condenar a medicina, mas de examinar com cuidado uma tendência que atravessa a prática clínica contemporânea. Você pode — e é desejável que o faça — sustentar seus argumentos com exemplos clínicos ou situações do cotidiano, próprias ou observadas, desde que articulados ao raciocínio que você desenvolve.
Use as perguntas abaixo como fios condutores. Não é necessário respondê-las uma a uma, em sequência; elas servem para orientar a construção do seu argumento e podem ser entrelaçadas ao longo do texto.
- Onde termina a variação normal da experiência humana e começa o patológico? Que critérios poderiam, na prática, ajudar a traçar essa linha?
- Quem se beneficia da expansão das fronteiras diagnósticas — e quem arca com os custos, clínicos, subjetivos e sociais, desse alargamento?
- Qual é o papel do médico diante dessa tendência: o de quem nomeia e trata, o de quem protege o paciente do excesso de diagnóstico, ou alguma posição entre os dois?
Procure dar ao texto uma tese clara, desenvolvê-la com consistência e fechar com uma conclusão que retome o percurso do seu raciocínio.
Envie seu texto
Escreva e envie seu texto pelo formulário abaixo.
Prazo e avaliação
O prazo de entrega é 13 de junho de 2026; envios posteriores a essa data ficam a critério do docente.
A avaliação considerará três aspectos articulados: a clareza argumentativa — a presença de uma tese definida, encadeamento lógico e conclusão coerente —; o uso crítico dos conceitos discutidos, com especial atenção a como você mobiliza noções como expansão das fronteiras diagnósticas e disease mongering em vez de apenas mencioná-las; e a exemplificação, isto é, a capacidade de ancorar o raciocínio em situações clínicas ou cotidianas pertinentes, que sustentem o argumento em vez de ilustrá-lo de modo apenas decorativo.