Uma Mente Brilhante

A Beautiful Mind · 2001

Psicoses
Longa
A vida de John Nash, de Princeton ao Nobel: o delírio visto pela perspectiva do paciente e duas alterações em relação à história real.
NotaFicha do filme

Cartaz de Uma Mente Brilhante

  • Título original: A Beautiful Mind
  • Ano: 2001
  • Direção: Ron Howard
  • Elenco principal: Russell Crowe, Jennifer Connelly, Ed Harris, Paul Bettany, Christopher Plummer
  • Onde saber mais: IMDb · TMDb · Wikipedia
  • Cartaz: divulgação, via TMDb

Sinopse

Cinebiografia do matemático John Nash (Russell Crowe), de Princeton ao Nobel de Economia de 1994. Nash se envolve numa suposta missão secreta do governo, fica paranoico, é internado, recebe o diagnóstico de esquizofrenia e passa por choque insulínico. Depois para de tomar os antipsicóticos por causa dos efeitos colaterais, recai e, ao longo das décadas, aprende a conviver com os sintomas, com o apoio da mulher, Alicia (Jennifer Connelly).

Comentário

Por ser muito conhecido, o filme serve para discutir o impacto do cinema no conceito popular de psicose. O espectador acredita no delírio persecutório junto com Nash, o que se liga à evolução do delírio descrita por Klaus Conrad1. Mostra também os efeitos colaterais que levam ao abandono do antipsicótico e a recaída que vem depois2.

O filme altera dois pontos da história real. As alucinações são visuais, mas as do Nash real eram auditivas, as típicas da esquizofrenia. E Nash diz, em 1994, que toma “medicamentos mais novos”, embora sua biógrafa, Sylvia Nasar, relate que ele não usava medicação desde 1970; os roteiristas admitiram a mudança.

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Referências

1.
Mishara, A. L. Klaus Conrad (1905–1961): delusional mood, psychosis, and beginning schizophrenia. Schizophrenia Bulletin 36, 9–13 (2010).
2.
Weiden, P. J. Why Did John Nash Stop His Medication? Journal of Psychiatric Practice 8, 386–392 (2002).