Os Invasores de Corpos

Invasion of the Body Snatchers · 1978

Psicoses
Longa
Em São Francisco, as pessoas começam a ser trocadas por cópias idênticas e sem emoção: a ficção científica que encena o delírio de Capgras em escala de cidade.
NotaFicha do filme

Cartaz de Os Invasores de Corpos

  • Título original: Invasion of the Body Snatchers
  • Ano: 1978
  • Direção: Philip Kaufman
  • Elenco principal: Donald Sutherland, Brooke Adams, Jeff Goldblum, Veronica Cartwright, Leonard Nimoy
  • Baseado em: romance The Body Snatchers, de Jack Finney
  • Versão original: Vampiros de Almas (Invasion of the Body Snatchers, 1956), de Don Siegel, com Kevin McCarthy e Dana Wynter · IMDb
  • Onde saber mais: IMDb · TMDb · Wikipedia
  • Cartaz: divulgação, via TMDb

Sinopse

Sementes vindas do espaço caem sobre São Francisco e dão origem a vagens que produzem cópias exatas dos moradores da cidade. Elizabeth (Brooke Adams) conta ao colega Matthew Bennell (Donald Sutherland), inspetor de saúde, que o namorado ficou frio e distante e que ela teme que ele seja um impostor. O psiquiatra David Kibner (Leonard Nimoy), autor de livros de autoajuda, atribui as queixas a problemas de relacionamento, enquanto as substituições se espalham. O filme é uma refilmagem do clássico de 1956, cujo diretor, Don Siegel, e protagonista, Kevin McCarthy, aparecem em pequenas participações.

Comentário

A premissa do filme é a do delírio de Capgras: alguém próximo tem o mesmo rosto, mas não é mais a mesma pessoa. A queixa de Elizabeth lembra a fala dos pacientes e permite discutir o modelo de dois fatores, em que a falha no reconhecimento afetivo do rosto se soma a uma falha na avaliação das crenças1. Pode ser comparado aos casos de Maria Aparecida e Teresa. Como aqui a desconfiança está certa e o psiquiatra está errado, o filme também serve para discutir o conceito popular de psicose e o “delírio verdadeiro”: o que define um delírio não é só o conteúdo falso, mas o modo como a convicção se forma e se mantém.

É um filme de terror e ficção científica, com cenas de horror corporal, e não um retrato clínico. Funciona melhor em trechos, depois de a turma conhecer o quadro.

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Referências

1.
Davies, M., Coltheart, M., Langdon, R. & Breen, N. Monothematic Delusions: Towards a Two-Factor Account. Philosophy, Psychiatry, & Psychology 8, 133–158 (2001).