Clorose, anorexia sagrada e anorexia nervosa

Alimentares
Discussão
Santas jejuadoras, mocinhas cloróticas e pacientes de hoje: os rótulos históricos da restrição alimentar têm algo em comum ou são fenômenos distintos?
NotaFicha da atividade
  • Formato: discussão comparativa com roteiro de análise
  • Modalidade: em grupos ou turma toda
DicaObjetivos de aprendizagem
  • Conhecer os antecedentes históricos da restrição alimentar: a clorose e a anorexia mirabilis das “santas anoréxicas”
  • Comparar sistematicamente fenômenos históricos e o quadro atual de anorexia nervosa
  • Refletir sobre o papel do contexto cultural na modelagem (e na nomeação) dos comportamentos de restrição alimentar

Clorose, anorexia sagrada e anorexia nervosa têm algo em comum? Há nesses rótulos alguma continuidade, ou são fenômenos completamente distintos? Das santas medievais que jejuavam até a morte1,2 às pacientes contemporâneas, a restrição alimentar reaparece em contextos culturais muito diferentes — e a pergunta é se estamos diante do mesmo fenômeno com nomes diferentes ou de fenômenos diferentes com aparência semelhante.

Como funciona

Faça um paralelo entre as características das “santas anoréxicas” e das pacientes com anorexia nervosa, levando em consideração as dimensões abaixo:

  1. Época e contexto cultural de cada diagnóstico
  2. Sexo
  3. Objetivos da restrição alimentar
  4. Vantagens obtidas com a restrição alimentar
  5. Comportamento ou papel social
  6. Aceitação social da prática de restrição alimentar
  7. Aceitação da família da prática de restrição alimentar
  8. Personalidade e estado emocional
  9. Rigidez com regras autoimpostas
  10. História psicológica de traumas, abusos, submissão, perda de poder etc.
  11. Sintomas clínicos
  12. Características psicológicas
  13. Idade usual de início da prática de restrição alimentar
  14. Tratamentos indicados
  15. Hipóteses sobre as causas dos fenômenos/comportamentos

Estudo de casos — para ancorar a discussão no presente, explorem as histórias de:

  • Karen Carpenter
  • Princesa Diana
  • Anahí

Questões

ImportanteResponda no Google Forms

Questões sobre Transtornos Alimentares: https://forms.gle/yBVBa5QnoptfRrDM9

Materiais de apoio

Vídeos sugeridos

Filmes sugeridos

  • Êxtase (2020), roteiro de Moara Passoni
  • O Mínimo para Viver (To the Bone, 2017) — Netflix (IMDb)
  • Exposições de arte: Thin e Girl Culture, de Lauren Greenfield

Leituras sugeridas

  • 3, cap. 15: Transtornos alimentares
  • 3, cap. 19: Transtornos disruptivos, do controle de impulsos e da conduta
  • 4, cap. 17: Feeding and Eating Disorders (p. 557–584)
  • 5
  • 6
  • 7
  • 1
  • 2
  • 8
  • 9
  • 10
  • Anorexia mirabilis (Wikipedia)
De volta ao topo

Referências

1.
Espi Forcen, F. & Espi Forcen, C. The Practice of Holy Fasting in the Late Middle Ages: A Psychiatric Approach. Journal of Nervous and Mental Disease 203, 650–653 (2015).
2.
Harris, J. C. Anorexia nervosa and anorexia mirabilis: Miss K. R–and St Catherine Of Siena. JAMA Psychiatry 71, 1212–1213 (2014).
3.
Sadock, B. J., Sadock, V. A. & Ruiz, P. Compêndio de Psiquiatria: Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. (Artmed, Porto Alegre, 2017).
4.
The American Psychiatric Publishing Textbook of Psychiatry. (American Psychiatric Publishing, Washington, DC, 2014).
5.
McKay, G. Skinny Blues: Karen Carpenter, Anorexia Nervosa and Popular Music. Popular Music 37, 1–21 (2018).
6.
Baheretibeb, Y., Law, S. & Pain, C. The Girl Who Ate Her House — Pica as an Obsessive-Compulsive Disorder: A Case Report. Clinical Case Studies 7, 3–11 (2008).
7.
Espi Forcen, F. Anorexia Mirabilis: The Practice of Fasting by Saint Catherine of Siena in the Late Middle Ages. American Journal of Psychiatry 170, 370–371 (2013).
8.
Rolf, B., Bayer, B. & Anslinger, K. Wonder or Fake — Investigations in the Case of the Stigmatisation of Therese Neumann von Konnersreuth. International Journal of Legal Medicine 120, 105–109 (2006).
9.
Strand, M. René Girard and the Mimetic Nature of Eating Disorders. Culture, Medicine, and Psychiatry 42, 552–583 (2018).
10.