Atividade 2 · Júri simulado

O júri: até onde vai a responsabilidade?

Vocês são o júri de um tribunal. Vão analisar uma série de casos reais e decidir, em grupo, quanto cada pessoa responde pelo que fez — e o que a lei deve fazer com isso.

No Brasil, os crimes contra a vida, como o homicídio, não são decididos por um juiz: quem decide é um júri popular — sete pessoas comuns, sorteadas, sem formação em Direito. São elas que ouvem a acusação e a defesa (cada lado puxando os fatos para o seu argumento) e decidem a pergunta central: a pessoa é responsável pelo que fez? É aí que entram teses como a da inimputabilidade. O juiz preside o julgamento e respeita o que o júri decidir; depois, cabe a ele fixar a pena. Esse júri, hoje, são vocês.

Na maioria dos casos, alguém causou dano e a pergunta é criminal: para responder por um ato, a pessoa precisa, no momento dele, de duas capacidades — entender que aquilo é errado e conseguir se controlar de acordo com esse entendimento. Quando uma delas falha por causa de uma condição mental, a responsabilidade pode ser reduzida ou desaparecer.

O último caso não é crime, ninguém feriu ninguém. A pergunta é se esta pessoa ainda deve decidir por si mesma, ou se alguém deveria decidir por ela.

Em cada caso, vocês vão ler os fatos, identificar qual capacidade estava comprometida e dar um veredito.

Para todos esses casos não há uma resposta correta: peritos e tribunais reais divergem, e o que se decide numa época pode não valer no futuro. Por isso, redijam um pequeno texto justificando o veredito do seu grupo — é ele que vocês vão defender no debate com a turma.

Trabalhem em grupo, num só aparelho.

Caso 1 de 4

Os fatos

O veredito do mundo real

No mundo real

O que está em jogo

O que complica

Fonte

Fim da sessão

O veredito de vocês

Júri . Estes foram os vereditos de vocês, caso a caso.

Para o debate de turma

Olhem o conjunto antes de discutir com a sala:

• Em qual caso a turma mais se dividiu?
• Qual foi o mais difícil de decidir, e por quê?
• Houve algum caso em que vocês mudaram de ideia ao pesar os dois lados?
• Nos três crimes, a falta de controle desculpava a pessoa. No caso do contador, a mesma falta de controle podia custar a ele o direito de decidir. Por que ela às vezes livra e às vezes restringe?

Esses casos vêm do livro Intencionalidade, Vontade, Impulsividade e Livre Arbítrio. Conheça o projeto →