Atividade extra · A teoria do planejamento

A arquitetura da ação

Para o filósofo Michael Bratman, somos agentes planejadores. Uma intenção não é um simples desejo: é um compromisso que conduz a ação, resiste a ser largado por qualquer motivo e se organiza em planos — gerais primeiro, detalhados depois. Quando algo dá errado na vontade, raramente é "a força de vontade" inteira que falha. Falha um ponto específico dessa arquitetura: às vezes a intenção nem se forma; às vezes se forma e não vira passos; às vezes é firme, mas não segura na hora.

Em cada caso, vocês vão ler um relato curto e dizer onde, na arquitetura do planejamento, a coisa quebrou. Depois, a tela mostra o porquê — e remete ao capítulo do livro e à obra de Bratman onde a ideia está.

Há resposta certa (a régua é a do livro). Ainda assim, alguns casos reais ficam na fronteira entre dois pontos — o que importa é o raciocínio, não decorar.

Trabalhem em grupo, num só aparelho.

Caso 1 de 8 Pontos: 0

Fim da atividade

O resultado de vocês

Grupo . Vocês acertaram de 8.

Para o debate de turma

• Em qual caso a turma mais se dividiu — e quais dois pontos da régua estavam em jogo?
• Onde foi mais difícil separar instabilidade de rigidez (os dois erros de reconsideração)?
• Em algum caso vocês trocariam a "força de vontade" por um ponto específico da arquitetura?
• O que muda, para a responsabilidade (lembrem o júri), quando o que falta é o agente e não uma etapa do plano?

Essa anatomia da ação é a de Michael Bratman, desenvolvida no livro Intencionalidade, Vontade, Impulsividade e Livre Arbítrio. Conheça o projeto →