Antes de julgar um caso ou de dar um diagnóstico, o clínico precisa de uma coisa mais básica: nomear o que observa. A psicopatologia é, em boa parte, esse vocabulário — e o que separa um termo do outro costuma ser sutil. Apatia não é anedonia; um ato compulsivo não é um ato impulsivo; "não reconheço esse impulso como meu" não é a mesma coisa que "não consigo controlar meu impulso".
Em cada item, vocês vão ler um relato curto, escrever de cabeça que fenômeno é aquele e depois escolher entre o termo certo e seus vizinhos mais confundíveis. No fim, a tela mostra por que é aquele termo, e não o parecido — que é o que de fato se aprende aqui.
Aqui, ao contrário das outras atividades, há resposta certa: são nomes de fenômenos, com definição. Os termos seguem o roteiro de exame que vocês vão usar na prática. Ainda assim, nos casos reais as fronteiras às vezes são tênues — por isso o foco é discutir o limite entre os termos, não decorar.
Vocês só não pontuam pelo palpite que digitam — esse é o "chute honesto" de cada grupo. Pontua a escolha entre as opções.
Trabalhem em grupo, num só aparelho.
Grupo . Vocês acertaram de 8 fenômenos.
Antes de discutir com a sala:
• Em qual fenômeno a turma mais se dividiu — e qual era a fronteira em jogo?
• Houve algum em que o palpite de vocês (o que digitaram) estava certo, mas vocês mudaram na hora de escolher? Ou o contrário?
• Qual par de termos foi o mais difícil de separar?
• Onde o nome muda conforme a autoria do ato — "é meu, mas não controlo" × "não é meu"?
Esse vocabulário é o do livro Intencionalidade, Vontade, Impulsividade e Livre Arbítrio. Conheça o projeto →