Quase sempre você diria que sim.
Um homem começa um remédio para Parkinson.
Em semanas, perde tudo no jogo.
Para o remédio — e a compulsão desaparece.
Ele escolheu jogar?
Intencionalidade · Vontade · Impulsividade · Livre-arbítrio
“Tudo é escolha livre.”
“Tudo é só biologia.”
As duas estão erradas.
É um continuum.
O vocabulário para julgar os casos.
A vontade apagada.
Perda da capacidade de iniciar a ação. Não há impulso anômalo — há a ausência dele.
Quero o que repudio.
O impulso é vivido como errado e estranho ao sujeito — que o condena e, ainda assim, não consegue contê-lo.
Sei que é absurdo — e não consigo parar.
Ritual repetido para aliviar a tensão. O juízo crítico está preservado: a pessoa sabe que não faz sentido.
A ação é minha. A vontade, não.
O sujeito não se reconhece como autor do próprio impulso — sente-o como imposto de fora.
Agir sem ninguém em casa.
Automatismo: o ato acontece sem experiência e sem intenção. Não há um sujeito consciente decidindo.
Inteligência intacta. Escolhas péssimas.
Sem impulso anômalo nem compulsão. O que falha é a própria capacidade de escolher bem.
Reversibilidade.
Premeditação.
Consciência preservada.
Aqui o consenso acaba.
Em grupos, vocês vão julgar casos reais — e colocá-los no continuum. E defender a escolha.
medicina · direito · ética